sábado, 19 de janeiro de 2013

OURO PRETO - MINAS GERAIS

Os médiuns dificilmente conseguem visitar Ouro Preto. Talvez sintam a forte carga de energia humana que paira sobre suas igrejas e casas. 
Por seu valor, Ouro Preto foi decretada Cidade Monumento Nacional em 1933. Os olhares e o reconhecimento do mundo viriam em 1980, quando a Unesco a declarou Patrimônio Cultural da Humanidade. Seu legado é maior que as fronteiras, sua essência é a própria essência do homem.
Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios.
Ouro Preto não é feita só de histórias douradas. A natureza foi bem generosa e também exigiu sua cota de sacrifício. O ouro, neste aspecto, tem apenas o papel de recheio numa paisagem que revela muito mais riquezas. Belos vales, esplendorosos mirantes, infinitas nascentes. Um paraíso perdido em meio às lendas.
O rio das Velhas, um dos mais importantes de Minas - tanto do ponto de vista geográfico quanto histórico - nasce em Ouro Preto. No formoso vale do Tripuí foram encontradas as primeiras amostras do eldorado. Rios, com suas pontes seculares, serpenteiam por todo canto.
O maior conjunto barroco do mundo. Uma cidade setecentista em pleno séc. XXI. Anacronismos à parte, a antiga Vila Rica foi palco da vaidade, da soberba, da competição e da genialidade humana. Sentimentos muito atuais hoje, mas que naquela época eram traduzidos com estilo, com orgulho.
Lugares interessantes para conhecer em Ouro Preto:
Matriz N. Sra. do Pilar: o projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata. Em anexo, na sacristia, está o Museu de Arte Sacra do Pilar (ver museus). Entrada paga.
Praça Monsenhor Castilho Barbosa.
N. Sra. do Carmo: o projeto é de Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, e sua construção foi entre 1766 e 1772. Era frequentada pela aristocracia de Vila Rica. Também participaram de sua ornamentação Aleijadinho, Manoel da Costa Ataíde, entre outros artistas de renome. Entrada paga.
Rua Brigadeiro Musqueira (atrás do Museu da Inconfidência.
N. Sra. do Rosário: é um raro exemplar do barroco mineiro, com sua fachada circular e por isso singular. Sua construção, iniciada em 1785, substituiu primitiva capela. Em contraste com o aspecto externo o interior é bem singelo, com evocação de santos negros. A tradição aponta a escultura de Santa Helena como sendo de Aleijadinho e as imagens de Santo Antônio e São Benedito atribuídas a seu irmão, padre Félix.
São Francisco de Assis: a mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. é considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora. A arquitetura desta igreja tem inspiração militar. Entrada paga.
Matriz N. Sra. da Conceição
São Francisco de Paula
N. Sra. das Mercês e Perdões (Mercês de Baixo)
Santa Efigênia ou de N.Sra. do Rosário do Alto da Cruz: sua construção levou 60 anos (1730-1790). Participou do projeto Manuel Francisco Lisboa, sendo que a talha da capela-mor é de autoria de Francisco Xavier de Brito. Diz a tradição oral que foi edificada graças ao ouro da Mina da Encardideira, adquirida por Chico Rei. Na fachada estão os relógios de pedra considerados os mais antigos da cidade. O adro é também um belo mirante, com vista para o bairro de Antônio Dias. Possui rico interior. Na pintura do teto pode ser visto um papa negro.
Capela São João Batista
Casa de Tomás Antônio Gonzaga: nomeado ouvidor (juiz) de Vila Rica, tomou posse em 1782. Em 1788 passou a residir nesta casa. Foi preso acusado de participação na Inconfidência Mineira. Condenado, passou 10 anos de exílio na áfrica. Famoso por ter escrito as liras de "Marília de Dirceu". Nelas relatava sua paixão por Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, que chegou a ser sua noiva. O romance se tornou proibido devido ao envolvimento de Gonzaga com os inconfidentes.
Casa de Cláudio Manuel da Costa: advogado predileto da elite da região. Também desempenhou funções públicas de destaque. Um dos principais nomes do movimento árcade no Brasil, cujo início foi marcado por uma obra sua (Obras Poéticas).
Casa dos Inconfidentes : localizada no morro do Cruzeiro, foi provavelmente local de reuniões dos inconfidentes. Era propriedade do pai de José álvares Maciel, que devia muito à Fazenda Real. Maciel, por sua vez, dependia financeiramente do pai e se tornou um dos mais ativos articuladores do movimento.
Largo do Rosário: um passeio por este recanto de Ouro Preto é a exata tradução da engenhosidade da arquitetura barroca. Formas se sobrepõem, possibilitando a simbiose perfeita entre o relevo íngreme e os sobrados geminados. As estruturas são sólidas e ao mesmo tempo leves. Paus, pedras e metal combinam-se de forma extraordinária.
Casa da Câmara: faz parte do acervo paisagístico da praça Tiradentes. Em 1862 era propriedade do conselheiro José Pedro Dias de Carvalho. Foi adquirido para servir de Câmara, que funciona até hoje no prédio. Atualmente abriga também um posto de informações turísticas.
Mina Chico Rei (ou Encardideira): nela trabalhou a mítica figura de Chico Rei, aprisionado e trazido como escravo da áfrica junto com sua tribo. Conta a tradição que, após muito trabalho, conquistou sua liberdade e comprou a mina. Com o ouro retirado pagou a alforria de seus súditos, tornando-se uma pessoa respeitada na antiga Vila Rica. A igreja de Santa Efigênia foi construída com ouro desta mina. A Encardideira foi uma das maiores minas de ouro, com quilômetros de túneis. Visita guiada. Entrada paga.
Mina Fonte Meu Bem Querer
Mina Velha: como o nome diz é uma das mais antigas minas de Ouro Preto (1704). Possui quilômetros de túneis, hoje em grande parte interditados, onde o turista pode perceber o esforço descomunal para se retirar o metal precioso da montanha. Pertenceu provavelmente a Felipe dos Santos. Pode-se ver também os veios de ocre (utilizado em pinturas) e malacacheta. é comum os moradores falarem que a cidade é um verdadeiro queijo suíço, em virtude das inúmeras minas e túneis secretos que cruzam o subsolo.
Casa de Aleijadinho: neste local, provavelmente entre os números 76 e 90, existiu a casa onde viveu o grande gênio do barroco mineiro, Antônio Francisco Lisboa.
Onde comer:
Ouro Preto se completa em seus sabores. Os sentidos se agrupam e se potencializam. O aconchego barroco, as lendas, as belas visões, a dureza do ouro e das pedras..
Ingredientes que apuram o paladar em uma cidade em que ótimas opções não faltam.
A gastronomia mineira está presente em diversos restaurantes da cidade.Ouro Preto é um dos principais destinos turísticos de Minas. Nos finais de semana e feriados prolongados a cidade fica repleta de turistas. Excelentes hotéis surgiram para atender a demanda. De uma forma geral conciliam o esplendor barroco com os confortos e facilidades da vida moderna.
Em Ouro Preto não há lugar para maniqueísmos. Devemos apenas nos remeter a uma época sem leis; uma sopa caótica de interesses que tomou forma e deu origem à primeira sociedade com características modernas do Brasil. Se nosso país nasceu em algum ponto do litoral, sua concepção como nação se deu em Minas. E sua mãe foi Vila Rica e seu alimento o ouro.
fonte: www.ouropreto.org.br

2 comentários:

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  2. Gostaria do endereço da casa de Tomás Antonio Gonzaga e de Claudio Manoel da Costa. Obrigada. Meu email mcsenna@gmail.com

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